A escrita não é uma atividade natural, ela precisa ser aprendida e exercitada para evoluir. Não só a escrita, quase tudo que fazemos, quanto mais repetimos, melhor ficamos. A vida é um eterno assistir, copiar, repetir, memorizar, aprimorar, evoluir. Se paramos, morremos.
Todos dizem que bons leitores podem ser também bons escritores e que para escrever bem tem-se que ter por hábito a leitura, se não for essencial será meio para desenvolver um boa escrita. Ler e escrever são ações relacionadas.
Pois estava lendo muita poesia na época que iniciei essa atividade de escrita da era digital e o poema que me inspirou a colocar este título foi Ruínas da poetisa Florbela Espanca.
A inspiração surgiu dentro do contexto daquele momento (14 anos atrás) porque estava um tanto frustrada no contexto profissional porque apesar de estudar muito e trabalhar bastante não via maneiras de crescer dentro da profissão.
Estava com aquele sentimento de ruína, achando meu salário baixo e com vários questionamentos sobre os meus antigos sonhos e questionando minhas tomadas de decisão que me levaram a ser quem era e estar onde estava.
Então a hera que cresce sobre a ruína me pareceu o nome adequado para começar qualquer redação a partir das reflexões que viesse a fazer naquele contexto.
O tempo passou, lá se vão mais dez anos, entretanto a cada década observo que alguns castelos (sonhos) tombaram, mas o importante que sempre as heras floresceram sobre as ruínas beijando as pedras e florindo!
A retomada do exercício de escrita, surge agora como uma provocação interna e sigo um novo momento construindo, no dia-a-dia, novos castelos.

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