Perguntar reflexivamente sobre nossas escolhas, sobre o que abdicamos e sobre os rumos que tomamos pode nos auxiliar a entender porquê estamos onde estamos.
Estar aberta a novos aprendizados não é cômodo. Quem se sente bem emocionalmente em situações instáveis, imprevisíveis?
Estar aberta a novos aprendizados não é cômodo. Quem se sente bem emocionalmente em situações instáveis, imprevisíveis?
Particularmente, eu gosto se sentir meu pé no chão, me conforta o fazer bem feito, ver resultados rápidos e precisos e saber o que vai acontecer se fizer isso ou aquilo. Mas, pensando sobre isso, considero que o conforto é muito difícil de encontrar, pois estando vivos, haverá sempre o imprevisível nos aguardando no próximo minuto. Ora, bem sabemos que, se vivemos, o imprevisível nos espreita.
Muitos anos trabalhei em escolas e todo dia aconteciam situações inusitadas, não previstas. Eram tantas coisas que aconteciam, com tanta diversidade, que não era possível falar em rotina, claro que saber disso não me liberava de todo dia fazer meu plano de aula, ter meu roteiro e de preparar também um plano B, caso o A não desse certo. Com o tempo toda professora já sabe, que tem que ter um plano B, atividades extras e jogo de cintura para lidar com o imprevisto. o irônico é que chegava na sala e todo dia a primeira coisa era escrever no quadro para minhas crianças a "rotina do dia"! A gente sempre tentava.
É muito difícil um dia ser igual ao outro apesar da constância e da forma como as escolas são organizadas: a maioria com horários, turmas, grupos definidos de professores e alunos, espaços e tempos limitados e fechados.
Entretanto esta organização não torna a atividade na escola estática, parada, rotineira. Aprendi ao longo do tempo que, além de um bom planejamento precisamos estar preparados para acolher o imprevisto de um espaço cheio de diferentes e diferenças.
Em meus anos de prática, atuando como professora em escola pública e localizada na periferia aprendi que auto-conhecimento, disciplina nos estudos e paciência são os ingredientes principais que ajudam a superar as dificuldades encontradas (que são muitas, principalmente as relacionadas à convivência):
1º) É preciso exercitar algumas características/sentimentos em relação aqueles que compartilham o espaço escolar conosco, tais como, solidariedade, tolerância e cordialidade no dia-a-dia.
2º) Por maior que seja a adversidade encontrada é preciso sempre manter o bom humor, pois não temos, quando erramos, como voltar atrás e fazer diferente. É melhor não nos descontrolarmos e não nos distrairmos envolvendo-nos no que não é importante para o desenvolvimento do(s) nosso(s) propósito(s).
3º) O mais importante é nos mantermos atentos e dispostos ao diálogo. E para isso o sorriso ajuda muito, muito mais que a "cara feia"!
Mas porquê falar do inusitado e de mudança de roteiro? Mudança de plano? Foi um filme que assisti. O nome é A Outra Terra, além de pensar sobre mudanças de rumos, provocou-me também um questionamento sobre o tempo, o tempo que temos, o que fazemos do nosso tempo e o tempo que perdemos quando achamos que não temos mais tempo.
1º) É preciso exercitar algumas características/sentimentos em relação aqueles que compartilham o espaço escolar conosco, tais como, solidariedade, tolerância e cordialidade no dia-a-dia.
2º) Por maior que seja a adversidade encontrada é preciso sempre manter o bom humor, pois não temos, quando erramos, como voltar atrás e fazer diferente. É melhor não nos descontrolarmos e não nos distrairmos envolvendo-nos no que não é importante para o desenvolvimento do(s) nosso(s) propósito(s).
3º) O mais importante é nos mantermos atentos e dispostos ao diálogo. E para isso o sorriso ajuda muito, muito mais que a "cara feia"!
Mas porquê falar do inusitado e de mudança de roteiro? Mudança de plano? Foi um filme que assisti. O nome é A Outra Terra, além de pensar sobre mudanças de rumos, provocou-me também um questionamento sobre o tempo, o tempo que temos, o que fazemos do nosso tempo e o tempo que perdemos quando achamos que não temos mais tempo.
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